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Sacola de Feira

Título: Sacola de Feira

Autor: Glauco Mattoso

Sinopse: O que cabe em 14 linhas? O que pode ser contido numa estrutura de quatro estrofes? Que ideias podem ser traduzidas por versos que rimam, liricamente conduzindo o leitor pela sua narrativa? No caso dos sonetos de Glauco Mattoso, tudo, de memórias de sabores, odores, cores e alimentos ingeridos da infância à maturidade, sempre associados a dores e prazeres da vida a podolatria, sadomasoquismo e amor. Numa miscelânea de temas tão variados, nada mais justo que o livro ser nomeado Saccola de Feira (assim, com a grafia antiga de ?saccola?, um dos traços do autor), onde tudo pode ser colocado sem distinção. Cego aos 40 anos devido ao glaucoma (que deu a Glauco seu irônico pseudônimo), o poeta é o narrador que conduz a viagem lírica pelos campos da cegueira, podolatria, memória, infância, sexo, violência, poética, política e corpo, sempre demonstrando uma percepção ímpar para todas as nuances que ele consegue retirar de sua saccola lírica.

Contexto da obra

Na área de Artes, livros como este costumam interessar pelo repertório visual e pela reflexão estética. “Sacola de Feira”, de Glauco Mattoso, publicado pela editora Editora nVersos, em 2014 e com 256 páginas, integra a categoria Livros de Artes. Esse contexto costuma ser útil para perceber como o livro pode ampliar olhar e sensibilidade.

Editora: Editora nVersos

Páginas: 256

Ano: 2014

Edição: Literatura Brasileira

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8564013495

ISBN13: 9788564013490

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,780
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 15,00
  • Espessura (cm): 2,10

Sobre o autor

A leitura dos livros de Glauco Mattoso é um mergulho em universos onde o rigor formal da poesia se encontra com temas pouco convencionais, como fetiches, escatologia e experiências homo e heterossexuais. A prosa e a poesia se entrelaçam em ritmo intenso, ora com humor ácido, ora com ironia amarga, revelando uma voz que desafia a rigidez das formas tradicionais. A tensão entre o clássico e o subversivo cria uma atmosfera de estranhamento produtivo, que convida o leitor a revisitar a linguagem e a moralidade. A cegueira do autor, mencionada em várias obras, parece intensificar a densidade emocional e a urgência do texto, que não se furta a explorar a sexualidade e o desejo com crueza e precisão. Os livros de Glauco Mattoso propõem uma experiência de leitura que é ao mesmo tempo erudita e irreverente, onde o leitor é levado a confrontar limites estéticos e sociais.

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