
Título: Sangue no olho d’água
Autor: Glória Diógenes
Sinopse: Onde aflora no corpo o desejo de uma escrita? A menina Maria cedo conhece os mistérios das águas e das palavras: nascida de uma promessa a Iemanjá, tem os olhos recém-chegados ao mundo permeados pelo farto azul do mar de Copacabana. Mas cedo também é arrastada desse mesmo mar para ter diante dos olhos as enigmáticas matas do sertão cearense. Esse sertão, no entanto, nunca lhe foi secura: chuvas de narrativas, rios de tantas gentes, respingos de casos e causos, foram deixando na atenta menina águas subterrâneas, aparentemente veladas. O que fazer, Maria, para deixar nascer de si um olho d’água? A autora Glória Diógenes consubstancia gêneros em torno dos rastros da memória – bebe da crônica, do conto, do romance – para nos conduzir à fluidez rítmica das narrativas que relatam e reinventam histórias da criança que foi, histórias das famílias Diógenes e Dos Santos, do mar e do sertão. Certamente, olhar o relógio herdado do bisavô (ou mesmo da vida) por incontáveis horas foi tarefa primorosa de Glória, que ora adiantou, ora fez tornar os ponteiros, conseguindo, assim, revolver o tempo, remontá-lo na palavra. A escrita de Glória sabe de Pound a lição: “só a emoção perdura”. No mais: “Coragem é escavação”, artesiana Maria. E escrever, escavar: sangue no olho d’água.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Sangue no olho d’água”, de Glória Diógenes, publicado pela editora Urutau, em 2025 e com 136 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Urutau
Páginas: 136
Ano: 2025
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6559007901
ISBN13: 9786559007905
Sobre a editora
A experiência de leitura dos livros da editora Urutau revela um mergulho em textos densos, que transitam entre a poesia e a prosa, com forte presença de temas como a condição humana, relações afetivas complexas e a busca por sentidos em ambientes cotidianos ou simbólicos. O catálogo privilegia narrativas que exploram tensões internas, seja na intimidade da vida familiar, na investigação de mistérios urbanos ou na reflexão sobre identidades e memórias. A linguagem costuma ser elaborada, ora poética e simbólica, ora marcada por uma crueza direta, convidando o leitor a uma leitura atenta e contemplativa. Há obras que dialogam com o corpo, o desejo e a palavra, enquanto outras se apoiam em personagens femininas que desafiam estereótipos e enfrentam conflitos profundos.
