
Título: Tatuagem [mínimo romance]
Autor: Geruza Zelnys
Sinopse: Tomando a literatura como lugar de experimentação, "tatuagem: mínimo romance" aproveita a página em branco para a construção do espaço-tempo e, assim, deixar falar a voz emudecida pelo trauma. A narrativa, em versos e em primeira pessoa, deixa para o leitor montar o quebra-cabeça, cujo tema parece ser um triângulo amoroso abalado com a chegada de um novo elemento. Mas, as personagens não têm nomes e se fundem de modo que tudo pode ser nada disso. O único ponto de ancoragem é a tatuagem no corpo, que remete às experiências vividas e contadas como vertigem ou alucinação, mas sempre impregnadas de poesia. Flertando com a estética cubista e surrealista, com a cultura punk e de massa, a temporalidade no romance é aquela do trauma, marcada pela repetição; e o espaço é o insólito a memória, reinventado num consultório onde se realiza uma operação ocular. O cirurgião, o dr. oliver, ouve a história, assentada no cenário de um circo, que poetiza eventos-limite impróprios para a narrativa.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Tatuagem [mínimo romance]”, de Geruza Zelnys, publicado pela editora Editora Patuá, em 2016 e com 200 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Editora Patuá
Páginas: 200
Ano: 2016
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788582973257
Sobre a editora
Os livros da editora Editora Patuá costumam apresentar uma leitura que combina poesia e narrativa com uma linguagem que transita entre o lírico e o coloquial. A experiência de leitura frequentemente envolve uma densidade emocional marcada por temas como a busca por identidade, a memória afetiva e os conflitos internos, muitas vezes explorados em formatos que vão do poema ao conto e à crônica. O tom pode variar entre o melancólico e o irônico, com narrativas que ora se apoiam em uma escrita mais experimental e fragmentada, ora em um estilo mais direto e acessível. O catálogo sugere uma presença forte de vozes jovens e contemporâneas, além de obras que dialogam com questões sociais e existenciais, sem se prender a um único gênero ou ritmo.
