
Título: Todas as Cartas
Autor: Clarice Lispector
Sinopse: “Torna-se claro que a saída do Rio constitui em grande parte o motor da correspondência mais significativa de Clarice. Impõe-se uma assinalável continuidade, à maneira de um diário, nas décadas de 1940 e de 1950. Desdobram-se diante de nós os dias vividos em força e desmesura, meditações de uma vida contada em permanente tensão, na tranquilidade e no desassossego. Desse tempo, o livro mostra-nos um retrato ardente: esperas, alegrias, abatimentos. Sobre Clarice, Hélio Pellegrino afirmou, num texto conhecido, que 'o diálogo que manteve consigo mesma era intenso demais'. Sim, é verdade. E, no entanto, as cartas mostram-na, ao mesmo tempo, sempre disponível, atenta e dialogante. [...] Deparamos com um sentido de urgência, em muitas das cartas, sobretudo naquelas que envia para as irmãs. Participar do mundo destas completa-a. Como quem ama demais, exige uma correspondência difícil de acompanhar. A veemência dos pedidos revela o desejo de notícias, mas também a necessidade de amparo. A leitura das cartas de Clarice transporta-nos para o seu universo ficcional, como se estivéssemos diante de uma das suas personagens. A recepção da correspondência é um momento alto que gera sensações exaltantes e pacificadoras: 'quanto mais carta melhor', escrevia a Elisa três meses depois de se instalar em Nápoles.” [Do Prefácio de Carlos Mendes de Sousa].
Contexto da obra
Dentro do catálogo, este livro pode ser situado a partir do tema, da autoria e da proposta editorial. “Todas as Cartas”, de Clarice Lispector, publicado pela editora Relógio D'Água, em 2022 e com 688 páginas, integra a categoria Livros da Clarice Lispector. Esse enquadramento pode tornar mais clara a proposta do livro e o tipo de interesse que ele costuma despertar.
Editora: Relógio D'Água
Páginas: 688
Ano: 2022
Edição:
Linguagem: pt-br
ISBN: 989783284X
ISBN13: 9789897832840
Sobre a editora
Os livros da editora Relógio D'Água apresentam uma leitura que mescla densidade intelectual e narrativa envolvente, transitando entre a poesia, a filosofia e a ficção literária com forte carga reflexiva. As obras frequentemente exploram tensões entre pensamento e ação, passado e presente, individual e coletivo, criando atmosferas que oscilam entre o íntimo e o universal. O ritmo das narrativas varia, podendo ser contemplativo e psicológico em alguns casos, ou marcado por conflitos morais e políticos em outros, sempre com uma linguagem que privilegia a precisão e a profundidade. O catálogo sugere uma atenção especial a temas como a condição humana, o poder, a memória e as contradições sociais, com textos que dialogam tanto com a tradição clássica quanto com questões contemporâneas.
