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Uma noite na biblioteca

Título: Uma noite na biblioteca

Autor: Jean-Christophe Bailly

Sinopse: O que é que fazem, a altas horas da madrugada, os livros de uma biblioteca? Sem leitores por perto, nem funcionários, nem sequer o guarda-nocturno e a sua lanterna controladora, será que eles saltam das prateleiras e conversam uns com os outros? A hipótese pode parecer estapafúrdia, mas só a quem não viu – ou não leu – esta peça teatral de Jean-Cristophe Bailly, estreada em 1999 na Biblioteca Palatina de Parma e levada à cena recentemente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, pela companhia Teatro da Rainha. Entre as estantes e as mesas de leitura, surgem quatro personagens que cedo descobrimos serem livros; ou melhor, fantasmas de livros, «borboletas nocturnas» que se agitam no abismo claustrofóbico de um tempo parado. Há Bertoli, a meio caminho entre o mestre de cerimónias e o conferencista; há Ragionello, de perfil sereno e indumentária à moda do século XIX; há Alegoria, que mora nas alturas, «ao lado dum poeta russo que não faz barulho»; e há Fantolin, o neófito que descobre, espantado, que traz dentro de si a visão de um mundo em ruínas, a desfazer-se sob as cinzas do apocalipse. Os quatro livros dialogam, interrompem-se, jogam badmington, lêem-se uns aos outros e descobrem-se parte de «uma rede de histórias e de ilusões que se agitam num vazio em que a verdade anda errante». O real, essa abstracção, é o que se vê de uma janela precária, falso ponto de fuga. No discurso rendilhado (e às vezes aflito) dos seus habitantes, a biblioteca fecha-se mais e mais sobre si mesma, sobre a sua solidão, ela que se constrói «em torno daquilo que lhe escapa» e aspira ao impossível «silêncio em que a palavra se aboliria, aceite pela indolência dum sentido mais antigo». Sobre tudo isto paira, inevitável, a melancolia, porque Bailly sabe que a biblioteca «nunca atingirá a imensidão que a alimenta». Uma melancolia que se desprende do texto mas não o sufoca, antes o ilumina.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Uma noite na biblioteca”, de Jean-Christophe Bailly, publicado pela editora Cotovia, em 2009 e com 46 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Cotovia

Páginas: 46

Ano: 2009

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 9727952887

ISBN13: 9789727952885

    Sobre a editora

    Os livros da editora COTOVIA costumam oferecer uma experiência de leitura que combina reflexão cultural e narrativa literária com um tom que varia do humor sutil à densidade filosófica. O catálogo apresenta obras que exploram desde relatos de viagem com nuances cômicas e observações sociais até análises críticas e ensaios sobre temas como feminismo, poesia antiga e identidade. Há uma presença marcante de textos que dialogam com a história, a política e a condição humana, muitas vezes por meio de personagens ou vozes que questionam o lugar do indivíduo na sociedade. O ritmo pode ser tanto contemplativo quanto provocativo, com passagens que alternam entre o didático e o narrativo, atendendo a leitores interessados em textos que desafiam a compreensão convencional.

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