
Título: Univitelinos
Autor: Selene Ten Caten Bento
Sinopse: Um romance que trata da interconexão de fatos ocorridos durante três séculos: o Tratado de Madri e a Guerra Guaranítica (meados do século XVIII), com forte impacto sobre os povos originários que habitavam a região sul do Brasil; a emigração de mão-de-obra europeia para “branqueamento da população brasileira” (final do século XIX) e a vida corriqueira de uma família de colonos descendentes de alemães, suas lutas e percalços, nas últimas décadas do século XX. Laços familiares conturbados, infâncias negadas pela exploração do trabalho infantil, relações interesseiras, fome de dinheiro, racismo, xenofobia, o papel da mulher, epilepsia, a disputa pela propriedade da terra — gêmeos univitelinos e a primeira fase de suas vidas permeada por esse tipo de experiências, interpretadas sob óticas divergentes. Sim, são univitelinos (ou monozigóticos), originam-se de um único óvulo, que foi fecundado pelo espermatozoide e só então se dividiu em dois. Possuem, assim, exatamente a mesma coleção de genes, mas as semelhanças acabam por aí. Ah, e há a irmã mais velha — quase trigêmea. E um índio-herói-santo a acompanhar essa história. O passado nem sempre é pretérito, tempo que não volta mais…
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Univitelinos”, de Selene Ten Caten Bento, publicado pela editora Urutau, em 2024 e com 204 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Urutau
Páginas: 204
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6559008207
ISBN13: 9786559008209
Sobre a editora
A experiência de leitura dos livros da editora Urutau revela um mergulho em textos densos, que transitam entre a poesia e a prosa, com forte presença de temas como a condição humana, relações afetivas complexas e a busca por sentidos em ambientes cotidianos ou simbólicos. O catálogo privilegia narrativas que exploram tensões internas, seja na intimidade da vida familiar, na investigação de mistérios urbanos ou na reflexão sobre identidades e memórias. A linguagem costuma ser elaborada, ora poética e simbólica, ora marcada por uma crueza direta, convidando o leitor a uma leitura atenta e contemplativa. Há obras que dialogam com o corpo, o desejo e a palavra, enquanto outras se apoiam em personagens femininas que desafiam estereótipos e enfrentam conflitos profundos.
