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Velocidade e Política

Título: Velocidade e Política

Autor: Paul Virilio

Sinopse: Em um vôo rasante que o firmaria como pensador de primeira ordem, Virilio não deixa pedra sobre pedra e mostra como, de Esparta ao Vietnã, da Revolução Francesa à era da cibernética, passando pelos teóricos e protagonistas do conflito e da guerra, Sun Tsu, Maquiavel, Napoleão, Clausewitz, Hitler, Stalin, Mao, a História perde espaço, o humano fica subjugado à vertigem da aceleração, e a velocidade e o movimento destroem o Tempo: é o que ele chama de "Estado de urgência", onde "parar significa morrer". Nesta cativante reflexão sobre a implosão da História, Virilio mostra como o homem assume primeiro a rua, para depois perceber que o espaço que conta é a estrada, o movimento. Esparta sucumbiu porque não navegou. A Inglaterra se firmou como potência porque controlou os mares — as auto-estradas da época — deixando as outras potências européias se digladiarem em guerras pelo controle da massa continental quando o que contava era o movimento, as vias de comunicação, o acesso rápido às colônias, a velocidade de deslocamento. A esse respeito, em longo depoimento a François Ewald no Magazine Littéraire de novembro de 1995, Virilio nos revela como foi surpreendido cedo pelo impacto da velocidade conjugada com essa forma consagrada de fazer política que é a guerra: "Um dia, em 1940, estamos almoçando. O rádio anuncia que os alemães estão em Orléans. Pouco tempo depois, ouvimos um barulho estranho na rua. Como todos os meninos, me precipito para ver: os alemães estavam atravessando a ponte e se dirigindo velozmente para o litoral. Era mais ou menos como a Guerra do Golfo ao vivo, mas um ao vivo motorizado. Foi para mim a experiência fundamental da velocidade. A velocidade é em primeiro lugar exatamente isso: a surpresa absoluta, uma informação que não coincide com a realidade porque a realidade vai mais rápido que a informação". Com outras técnicas, outros meios, é o que ocorre hoje: quem controla a velocidade controla tudo: o espaço e a informação.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Velocidade e Política”, de Paul Virilio, publicado pela editora Estação Liberdade, em 1997 e com 137 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Estação Liberdade

Páginas: 137

Ano: 1997

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8585865121

ISBN13: 9788585865122

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Paul Virilio conduz a uma experiência marcada por uma reflexão densa e inquietante sobre a velocidade e sua influência na percepção, na política e na sociedade contemporânea. A prosa é objetiva, muitas vezes com ritmo acelerado, refletindo o tema central da aceleração e da transformação das relações humanas e espaciais. O tom é filosófico, porém acessível, com um olhar crítico que expõe tensões entre o visível e o invisível, o movimento e a estagnação, o humano e o tecnológico. Em seus textos, o leitor é convidado a navegar por imagens e conceitos que evocam a fragilidade da experiência diante da velocidade e da fragmentação do tempo. Os livros de Paul Virilio desafiam a compreensão convencional, estimulando perguntas sobre o impacto da tecnologia e da velocidade na existência e na memória.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Estação Liberdade convidam o leitor a mergulhar em narrativas que exploram a memória, a identidade e as tensões sociais, muitas vezes em contextos históricos ou culturais específicos. O catálogo privilegia obras que transitam entre o romance sensível e a reflexão crítica, com personagens que enfrentam dilemas profundos, como a perda, a opressão ou a busca por sentido. A linguagem frequentemente alia um tom introspectivo a uma construção cuidadosa, que pode ser ao mesmo tempo densa e acessível, envolvendo temas como o impacto da guerra, a transição cultural e o questionamento da normalidade social. Há também espaço para textos que dialogam com a filosofia, a crítica literária e a biografia, ampliando o horizonte de leitura para públicos que apreciam tanto o narrativo quanto o ensaístico.

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