
Título: Venenos de Deus, remédios do Diabo
Autor: Mia Couto
Sinopse: Bartolomeu Sozinho é um velho mecânico naval moçambicano, aposentado do trabalho, mas não dos sonhos ardentes e dos pesadelos ressentidos que elabora em seu escuro quarto de doente terminal. Ele é atendido em domicílio por Sidónio Rosa, médico português. A narrativa entrelaça a vida de Bartolomeu, de sua rancorosa mulher, Munda, da ausente e quase mitológica Deolinda, filha do casal, do dedicado Doutor "Sidonho", bem como de Suacelência, o suarento e corrupto administrador de Vila Cacimba, um lugarejo imerso em poeira e cacimbas (neblinas) enganadoras. São vidas feitas de mentiras e ilusões que tornam difícil diferenciar o sonho da realidade. Aparentemente, Sidónio veio de Lisboa para curar a vila de uma epidemia. Mas é o amor pela desaparecida Deolinda, por quem se apaixonara em Lisboa, que impulsiona seus passos mais íntimos. Quando Deolinda voltou para sua terra natal, Sidónio viu-se teleguiado pelo sonho de reencontrá-la. Mas Vila Cacimba não é o lugar do médico, nem poderá ser jamais. "No fundo, o português não era uma pessoa. Ele era uma raça que caminhava, solitária, nos atalhos de uma vila africana", diz o engenhoso narrador deste belo romance.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Venenos de Deus, remédios do Diabo”, de Mia Couto, publicado pela editora Editora Companhia das Letras, em 2008 e com 192 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Editora Companhia das Letras
Páginas: 192
Ano: 2008
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788580863369
Sobre a editora
Os livros da editora Editora Companhia das Letras apresentam uma leitura marcada pela diversidade temática e formal, com obras que transitam entre a literatura ficcional, o ensaio histórico e a reflexão cultural. O catálogo revela um interesse por narrativas que exploram tanto o cotidiano íntimo e regional, como nos contos que evocam o interior do Brasil, quanto grandes eventos históricos e sociais, como a Segunda Guerra e o sistema carcerário brasileiro. A linguagem varia do lirismo poético à prosa analítica, com textos que podem ser densos e eruditos ou acessíveis e coloquiais, como nos relatos pessoais e crônicas contemporâneas. Há uma atenção especial à construção do ambiente e à complexidade dos personagens, seja em histórias urbanas, rurais ou em contextos históricos, com um tom que ora é irônico, ora reflexivo, sempre buscando aprofundar a experiência do leitor.
