
Título: Vó Ilda: A Benzedeira
Autor: Costa da
Sinopse: Vó Ilda, nascida Ilda Martinha Vieira, não se sabe direito quantos anos viveu, mas foi em torno de um século. Sempre acordou com o canto do galo no Pântano do Sul, na Ilha de Santa Catarina. Acendia o fogão a lenha, fazia seu café e assava bananas, pois logo começavam a chegar as pessoas em busca de ajuda para suas feridas, dores do corpo e da alma. Mais um dia de benzeduras para curar mau olhado, zipra, cobreiro e por aí vai. Um galhinho verde, uns raminhos de laranjeira, e, com seu falar baixinho e cantadinho típico dos descendentes de açorianos, benze três vezes antes do sol nascer. São ervas, chás e a reza para que Deus interceda e a cura venha logo para aliviar o sofrimento. No final, aconselha o enfermo a colocar um galhinho de arruda embaixo do travesseiro e rezar para o seu anjo da guarda. Assim, socorria bebês, crianças, mulheres, homens, vindos de todo o nosso país e do exterior, gente simples e também empoderada. Passeava e visitava os vizinhos para uma boa conversa, também o tradicional restaurante de seu irmão Dedé Arante, o famoso Bar do Arante, lá no “lugar” mesmo, que é como se referiam ao lindo povoado. Além de benzedeira, fazia renda, aprendida aos 7 anos, com fio de laranjeira e pauzinho de cafeeiro, depois na almofada com bilros. Muito alegre, recitava versinhos nas cirandas, nas ratoeiras e no Pão por Deus, dançava e cantava, músicas religiosas, cantigas de roda e ratoeira, enquanto escalava o peixe, colhia café, organizava a casa e fazia renda. Casada com Vô Alípio, teve seis filhos, dezesseis netos e sete bisnetos, e é uma neta, Célia da Costa, quem imortaliza neste livro a sua memória. Sou Célia da Costa, professora, apaixonada por histórias principalmente aquelas que são contadas de pais para filhos, compartilhando conhecimentos, sonhos e crendices. Descendente de açorianos, nasci e vivo em Florianópolis, mais precisamente no bairro do Pântano do Sul, comunidade de benzedeiras, pescadores, rendeiras e de belezas naturais. Aqui aprendi a amar a cultura local, o jeito de ser, de falar, de viver a vida com a leveza e sabedoria das coisas simples. Gosto de registrar nas histórias que escrevo um pouco de tudo isso, pois falar da cultura da minha gente é falar da minha história, das minhas raízes, dos meus ancestrais. É falar da fé, da crendice popular, das benzedeiras, das curas, da pesca, do sol, do mar, da praia. É falar da renda, da rede, do Boi de Mamão, do Terno de Reis, da Festa do Divino Espírito Santo. É falar de Florianópolis e sua magia. É deixar registrado para que não seja jamais esquecido.
Contexto da obra
Como obra de referência, um livro como este costuma ganhar valor sobretudo pela utilidade constante. “Vó Ilda: A Benzedeira”, de Costa da, publicado pela editora Insular, em 2022 e com 100 páginas, integra a categoria Livros de Dicionários e Referência. Na prática, isso deixa mais claro o papel do livro como apoio contínuo de consulta.
Editora: Insular
Páginas: 100
Ano: 2022
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8552402424
ISBN13: 9788552402428
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,172
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 15,00
- Espessura (cm): 0,60
Sobre a editora
Os livros da editora Insular convidam o leitor a uma imersão que varia do rigor acadêmico à narrativa ficcional, com um foco recorrente em temas sociais, educacionais e culturais. A experiência de leitura pode ser densa e reflexiva, marcada por abordagens que vão desde análises detalhadas do cotidiano universitário até relatos que exploram emoções humanas profundas e conflitos pessoais. O catálogo sugere uma preferência por obras que dialogam com a realidade brasileira, seja por meio da sociologia, da educação, do jornalismo ou da literatura regional, muitas vezes com um tom crítico e investigativo. Há uma alternância entre textos mais informativos, como estudos sobre políticas públicas e direitos humanos, e narrativas que exploram a complexidade das relações humanas, com ritmo que ora é contemplativo, ora intenso e envolvente.
