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Abril Despedaçado

Título: Abril Despedaçado

Autor: Ismail Kadaré

Sinopse: Num planalto isolado da Albânia, a lei sangrenta do Kanun (de cânone) é uma realidade que se apurou em séculos de prática. É o gesto de resgate do sangue de Agamémnon por Orestes democratizado, saído dos palcos das tragédias gregas para os campos pobres dos Balcãs. À lei do Estado e de Deus sobrepõe-se esse código consuetudinário, minucioso sem margem para o livre arbítrio, que não deixa nada ao acaso e impõe uma conduta de honra e dignidade num quadro absurdo e sanguinário. Quem mata alguém de um clã, resgatando o sangue derramado de um membro do seu clã, começa a usar um fumo preto anunciando que está condenado à morte às mãos de alguém que, consumada a vingança, ficará por sua vez na mira da morte. Instala-se uma relação entre os vivos e quem está vivo mas já vive no reino do Além, por ter a morte decidida pela tradição. O fulgor e a especulação intelectual das tragédias gregas entram para a realidade comezinha desse quotidiano, onde o destino escrito nas tábuas de uma lei não escrita tanto eleva os homens acima dos homens como os precipita no abismo. “Abril Despedaçado” é a história do fascínio que esse mundo exerce sobre um jovem casal de intelectuais procurando entender o que resiste a qualquer análise racional, enquanto o seu casamento é vitima dessa busca. É o sortilégio da maldição narrado com extrema mestria por Ismael Kadaré

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Abril Despedaçado”, de Ismail Kadaré, publicado pela editora Dom Quixote, em 2002 e com 200 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Dom Quixote

Páginas: 200

Ano: 2002

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9789722019996

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Ismail Kadaré é um mergulho em paisagens duras e carregadas de tensão, onde o passado e o presente se entrelaçam com um ritmo que ora é contido, ora se torna urgente. A prosa constrói imagens vívidas de territórios marcados por códigos ancestrais, guerras e tradições que pesam sobre as escolhas dos personagens. A narrativa oscila entre o íntimo e o coletivo, revelando conflitos morais e políticos que se manifestam tanto em pequenas decisões quanto em grandes eventos históricos. Há uma sensação constante de fatalidade, mas também de reflexão sobre o poder, a memória e a identidade. Essa experiência de leitura desafia o leitor a acompanhar histórias que se desenrolam em contextos complexos, onde o silêncio e o não dito são tão importantes quanto as ações explícitas.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Dom Quixote costumam oferecer uma experiência de leitura que mescla densidade histórica e humana, frequentemente explorando os efeitos do passado sobre a vida individual e coletiva. O catálogo apresenta narrativas que transitam entre o íntimo e o político, com personagens que enfrentam dilemas morais, memórias dolorosas e transformações sociais, seja em contextos de guerra, regimes autoritários ou mudanças culturais profundas. O tom varia do contemplativo ao tenso, com histórias que vão do romance histórico ao thriller, passando por relatos de sobrevivência e ficção especulativa. A linguagem tende a ser elaborada, convidando o leitor a uma reflexão cuidadosa, e o ritmo pode oscilar entre o meditativo e o urgente, conforme o tema.

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