
Título: Aprender a rezar na era da técnica
Autor: Gonçalo M. Tavares
Sinopse: Aprender a rezar na Era da Técnica fecha a tetralogia O Reino , dos "livros pretos" (como os define o próprio autor), uma das mais singulares e impactantes realizações atuais da literatura em língua portuguesa. A ação se passa em um país indeterminado, num período de paz que guarda, porém, memória viva de tempos de combate. Obcecado pela figura paterna, o médico Lenz Buchmann toma providências para se tornar o substituto do patriarca. Depois de adquirir grande reconhecimento como médico, percebe que precisa aumentar o alcance de sua competência. No velório do seu irmão mais velho, ele toma consciência de que sua técnica deve ser usada para curar não apenas indivíduos, mas também a cidade. Ele ingressa no Partido e se torna homem de confiança do candidato à presidência. Aprender a rezar na Era da Técnica traz as mesmas características formais das obras anteriores do autor. O romance é formado por capítulos curtos, escritos em um estilo ao mesmo tempo sóbrio e sombrio, que em tom de naturalidade descreve ações de alto teor de perversidade e surpresa - sem no entanto apelar ao efeito fácil da violência.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Aprender a rezar na era da técnica”, de Gonçalo M. Tavares, publicado pela editora Relógio D'Água, em 2022 e com 363 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Relógio D'Água
Páginas: 363
Ano: 2022
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9897831541
ISBN13: 9789897831546
Sobre a editora
Os livros da editora Relógio D'Água apresentam uma leitura que mescla densidade intelectual e narrativa envolvente, transitando entre a poesia, a filosofia e a ficção literária com forte carga reflexiva. As obras frequentemente exploram tensões entre pensamento e ação, passado e presente, individual e coletivo, criando atmosferas que oscilam entre o íntimo e o universal. O ritmo das narrativas varia, podendo ser contemplativo e psicológico em alguns casos, ou marcado por conflitos morais e políticos em outros, sempre com uma linguagem que privilegia a precisão e a profundidade. O catálogo sugere uma atenção especial a temas como a condição humana, o poder, a memória e as contradições sociais, com textos que dialogam tanto com a tradição clássica quanto com questões contemporâneas.
