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Braxília não-lugar

Título: Braxília não-lugar

Autor: Nicolas Behr

Sinopse: Em Braxília não-lugar, o poeta Nicolas Behr, que fez parte da chamada geração marginal, apresenta um conjunto de versos que faz de Brasília uma Pasárgada distópica. Nicolas não nasceu na cidade, mas a escolheu para viver há anos e é também há anos que ele vem cantando suas paisagens e suas agruras. Ao cantá-la, ele se desencanta e, ao mesmo tempo, se encanta por Brasília. Com isso, a história de vida do poeta se cruza com a da cidade, que se confunde com a história recente de nosso triste país. Braxília não-lugar faz parte da nova série de plaquetes do Círculo de poemas em que os escritores são convidados a escolher um mapa de um lugar — real, inventado, desejado — e escrever a partir dele. Lidando com o estado quase mítico, quase pícaro da capital, o poeta convoca um mapa do Brasil do século XVII — Novus Brasiliae Typus, do holandês Willem Janszoon Blaeu —, substituindo nele o s pelo x, e é então que algo surge. O mapa acompanha a edição.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Braxília não-lugar”, de Nicolas Behr, publicado pela editora Círculo de Poemas, em 2023 e com 24 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Círculo de Poemas

Páginas: 24

Ano: 2023

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 6584574520

ISBN13: 9786584574526

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Nicolas Behr revela um universo poético marcado por contrastes intensos: entre a crueza da linguagem punk-decadente e momentos de delicadeza sensorial, entre a ironia mordaz e a melancolia que atravessa suas reflexões. Seus poemas frequentemente se ancoram em Brasília, transformando a cidade em personagem viva, ora musa, ora palco de tensões sociais e pessoais. A prosa poética se alterna entre o ritmo acelerado de versos curtos e a fluidez de associações livres, criando uma experiência que desafia o leitor a navegar entre o explícito e o ambíguo. A palavra, para Behr, não é apenas veículo de expressão, mas também instrumento de cura e provocação, muitas vezes questionando o próprio que é ser poema. Essa ambivalência, presente em seus textos, deixa no ar perguntas sobre a dor, o desejo e a resistência, tornando a leitura um exercício de imersão crítica e sensível. Em meio a humor ácido e erotismo, os livros de Nicolas Behr convidam a um encontro direto com a tensão entre o corpo e a cidade, o íntimo e o coletivo.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Círculo de poemas convidam o leitor a habitar territórios poéticos que transitam entre o íntimo e o coletivo, entre memórias pessoais e histórias maiores. A experiência de leitura costuma ser marcada por uma atenção cuidadosa à relação entre palavra e espaço, seja na casa, no bairro, ou em mapas imaginários que orientam os poemas. O catálogo privilegia obras que exploram o tempo de forma não linear, com poemas que dialogam com imagens, documentos históricos e experiências de luto, criando atmosferas densas e multifacetadas. Em alguns casos, a poesia se apresenta com humor e irreverência, enquanto em outros, assume um tom mais meditativo e político. A diversidade do acervo sugere um equilíbrio entre obras que desafiam formas tradicionais e outras que se ancoram em referências culturais e históricas específicas.

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