
Título: Declaração Universal dos Direitos do Ser Humano
Autor: Raoul Vaneigem
Sinopse: A prática da autonomia começa com a arte de aprender a aprender sozinho a desfrutar os prazeres da vida. Ela ensina a multiplicar as paixões e assim, a protegermo-nos contra a tirania de uma paixão única. A sobrevivência só proporciona prazeres subjulgados pela doença e pela morte. Restaurar o gosto pela vida criando as condições que a favorecem é o meio mais seguro de quebrar a mais antiga maldição pronunciada contra o homem: a servidão voluntária, cujos efeitos mórbidos propagam pelos quatro cantos do mundo a peste do fanatismo religioso, do sectarismo ideológico, do espetáculo da existência fictícia, da droga, da crença no que fortifica a imbecilidade do homem. A declaração dos direitos do ser humano é um sinal, entre outros, dos progressos da consciência e da emergência duma civilização onde, pela primeira vez na história, cada um irá tentar criar o seu próprio destino recriando o mundo. Os direitos do ser humano não são direitos adquiridos, mas direitos a conquistar, não se inscrevem em nenhuma forma contratual e não implicam nenhum dever; lançam as bases dum estilo de vida em completa ruptura com uma organização social que tem economizado o homem, condenando-o à violência, ao aborrecimento e ao absurdo duma existência precária.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Declaração Universal dos Direitos do Ser Humano”, de Raoul Vaneigem, publicado pela editora Antígona, em 2003 e com 225 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Antígona
Páginas: 225
Ano: 2003
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9726081475
ISBN13: 9789726081470
Sobre a editora
A leitura dos livros da editora Antígona revela um interesse persistente por temas que questionam estruturas sociais, políticas e culturais, frequentemente com um tom crítico e reflexivo. O catálogo privilegia obras que exploram a tensão entre indivíduo e sistema, seja por meio de análises filosóficas profundas, narrativas históricas ou ficções distópicas. A linguagem é, em geral, densa e cuidadosa, mas acessível, convidando o leitor a uma imersão que combina rigor intelectual com uma certa urgência existencial. Há uma presença marcante de textos que abordam crises sociais, identidades complexas e dilemas morais, com um ritmo que varia entre o contemplativo e o intenso, dependendo do enfoque narrativo. Essa diversidade se manifesta tanto em obras mais ensaísticas quanto em romances ou relatos biográficos, oferecendo contrastes entre o mais narrativo e o mais informativo.
