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Devir-criança da Filosofia. Infância da Educação

Título: Devir-criança da Filosofia. Infância da Educação

Autor: Walter Kohan

Sinopse: ''''A infância, enquanto encarnação da própria filosofia, faz desta última uma arte de caçar borboletas.'''' A frase é uma homenagem de Cláudia Castro a Walter Benjamin, às ''''ardorosas caçadas'''' do menino em Berlim. O menino corre atrás da borboleta, encantado. Ela, frágil e doce, foge com rapidez da morte inevitável. A borboleta sabe que vai morrer e, mesmo assim, não se deixa caçar. Mais sabe a iminência da morte, mais livre voa de flor em flor, sem nelas sequer pousar, para evitar o ponto fixo em que possa ser caçada. Mais o menino sabe que não conseguirá pegar a borboleta, mais vive sua vida na busca, mais se torna a própria busca. As personagens pouco contam. Na verdade, a frase de Cláudia é um presente para uma infância impessoal, sem idade, biografia ou pátria. O menino e a borboleta são figuras de uma experiência vital, de um mundo, de uma vida livre impessoal. A frase é também uma oferenda para a filosofia, porque bem entendida, ela é justamente isto: a arte de um encontro tão impossível quanto irresistível que, quando se torna corpo, chamamos infância.

Contexto da obra

Na Filosofia, obras como esta costumam ganhar força pela densidade das ideias e pelo tipo de reflexão que propõem. “Devir-criança da Filosofia. Infância da Educação”, de Walter Kohan, publicado pela editora Autêntica, em 2010 e com 240 páginas, integra a categoria Livros de Filosofia. Por isso, o contexto da obra costuma dizer bastante sobre a maneira mais produtiva de lê-la.

Editora: Autêntica

Páginas: 240

Ano: 2010

Edição: Filosofia

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8575265105

ISBN13: 9788575265109

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,331
  • Altura (cm): 23,00
  • Largura (cm): 16,00
  • Espessura (cm): 1,20

Sobre o autor

A leitura dos livros de Walter Kohan é um convite a mergulhar numa reflexão filosófica que se entrelaça com a educação de forma concreta e viva. Sua escrita tem um ritmo que oscila entre o contemplativo e o provocativo, levando o leitor a questionar não apenas o ensino da filosofia, mas também as relações de poder e a experiência da infância como metáfora do pensar. A prosa é densa, mas acessível, marcada por uma tensão que surge do diálogo entre o pensamento clássico e as questões contemporâneas, sem perder o frescor da errância e da busca constante. A experiência de leitura é tanto intelectual quanto existencial, pois os textos exploram o papel do educador e do aprendiz numa trama social, sempre com um olhar que valoriza o amor, a igualdade e a liberdade. Em meio a essa reflexão, os livros de Walter Kohan convidam a uma escrita-pensamento que se abre para múltiplas formas de pensar e ensinar.

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Sobre a editora

Os livros da editora Autêntica convidam o leitor a percorrer territórios que misturam filosofia, literatura e ciências humanas com uma linguagem que pode ser tanto densa quanto acessível. O catálogo revela um interesse pela reflexão crítica sobre temas como identidade, educação, cultura e política, frequentemente explorados por meio de abordagens que cruzam disciplinas e rompem fronteiras tradicionais. Há obras que propõem uma leitura pausada e contemplativa, enquanto outras adotam um tom mais direto e didático, voltado para públicos acadêmicos e interessados em debates contemporâneos. Essa diversidade sugere uma editora que valoriza o pensamento profundo e a pluralidade de perspectivas.

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