
Título: Mar de Viração
Autor: Leandro Durazzo
Sinopse: “– Faça o seguinte, pra que a viagem fique menos sofrida: conte uma história.– Uma história? Está bem, senhor… No auge do inverno de séculos atrás, pouco antes de Iranor sair da aldeia em busca do fogo extinto – era como chamavam o mel de garapa que aquecia a vila, senhor, fogo extinto – um pouco antes de sair em peregrinação, em jornada, Iranor ouviu passos na finíssima crosta de gelo que cobria o lago ao lado, um finíssimo ressoar de passos. “Não vá lá, meu filho”, disse a avó de Iranor, Ermengarda, o avô já havia morrido, já havia morrido metade da família no inverno rigoroso e, sem o fogo extinto, não iria era sobrar nada. A avó só olhou quando a porta fechou com estrondo, depois da passagem do neto, e orou. “Diabo de menino, espero que um sirilampo do inferno morda o dedo dele, eu espero”, mas a história não fala mais nada da vó e eu acho – mas, claro, esse sou eu falando, senhor, não dê muita atenção – eu acho que nenhum sirilampo mordeu Iranor naquela noite. Mas outra coisa mordeu…”
Contexto da obra
Em coleções literárias, um livro como este costuma ganhar também um sentido editorial mais amplo. “Mar de Viração”, de Leandro Durazzo, publicado pela editora Moinhos, em 2018 e com 150 páginas, integra a categoria Livros de Coleções Literárias. Por isso, o leitor pode ganhar outra perspectiva quando observa não só o texto, mas também a coleção que o abriga.
Editora: Moinhos
Páginas: 150
Ano: 2018
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8545557531
ISBN13: 9788545557531
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,210
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 0,70
Sobre a editora
A leitura dos livros da editora Moinhos revela um interesse constante pela complexidade das experiências humanas, muitas vezes exploradas em narrativas densas e intensas, que transitam entre a poesia, o romance e o ensaio. O catálogo privilegia obras que expõem conflitos íntimos e sociais, como a violência estrutural, as tensões de gênero e as contradições da memória, em contextos urbanos ou periféricos marcados por desigualdades. A linguagem costuma ser cuidadosa e reflexiva, ora lírica, ora incisiva, com ritmo que oscila entre o fragmentado e o fluido, convidando o leitor a mergulhar em atmosferas que vão do cotidiano à dimensão simbólica. Moinhos publica textos que se debruçam sobre a condição feminina, a marginalidade, o corpo e a linguagem, além de estudos literários que propõem leituras críticas e analíticas profundas.
