
Título: OUTROS LAGARTOS
Autor: Mateus Magalhães
Sinopse: “Ao nos dispor suas palavras enquanto rastro de quem já passou, Mateus Magalhães permite que o tempo seja o verdadeiro protagonista de outros lagartos”, assim escreve André Santa Rosa no posfácio. Temporalidade, em sua fluidez tantas vezes árida, que na poética do autor alagoano compõe simetrias e desalinhos. A profusão de vozes, ritmos e intertextos, em outros lagartos, opera como espécie de moldura que, ao mesmo tempo que insinua pertencimento, revela poros e transformações que deixam algo escapar para o caminho da ausência. As palavras de Mateus Magalhães, muitas vezes solares, não se esvaem do humor — o recurso e o líquido — que ao mesmo tempo que acena riso ao leitor, alerta sobre a permanência da mudança da própria leitura.
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “OUTROS LAGARTOS”, de Mateus Magalhães, publicado pela editora Cachalote, em 2024 e com 96 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Cachalote
Páginas: 96
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6598287146
ISBN13: 9786598287146
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,121
- Altura (cm): 19,00
- Largura (cm): 16,00
- Espessura (cm): 1,00
Sobre a editora
Os livros da editora CACHALOTE convidam o leitor a uma imersão em linguagens poéticas e narrativas que exploram o íntimo, o cotidiano e o simbólico com delicadeza e densidade. A experiência de leitura frequentemente traz um ritmo meditativo, ora marcado por uma prosa poética que valoriza o detalhe e a fragmentação, ora por narrativas visuais que transitam entre o melancólico e o perturbador. O catálogo revela um interesse por temas como desejo, identidade, espiritualidade e violência doméstica, sempre com um olhar atento às nuances emocionais e sociais. Há obras que se apoiam em formas tradicionais, como o haikai, e outras que experimentam o formato, como publicações sem palavras que privilegiam a iconografia. Essa diversidade sugere um equilíbrio entre o mais narrativo e o mais experimental, com uma tensão constante entre o explícito e o implícito.
