
Título: Ressurreição
Autor: Lev Tolstói
Sinopse: «Em Ressurreição, além disso, o regresso à terra, como o correlativo físico do renascimento da alma, é belamente expresso. Antes de ir atrás de Máslova até à Sibéria, Nekhliúdov resolve visitar os seus domínios e vender a propriedade aos camponeses. Os seus sentidos fatigados brotam para a vida; vê‑se a si mesmo uma vez mais como era antes da “queda”. O sol brilha no rio, o potro focinha e a cena pastoril impõe a Nekhliúdov a plena compreensão de que a moralidade da vida urbana é fundada sobre a injustiça. Porque, no dialecto de Tolstoi, a vida rural cura o espírito do homem, não apenas através das suas belezas tranquilas, mas também no facto de abrir os seus olhos para a frivolidade e explorações inerentes a uma sociedade de classes. (…) Em Ressurreição, tudo se baseia num puro golpe de acaso — o reconhecimento de Máslova por Nekhliúdov e a sua nomeação para o júri que lida com o caso dela. O facto de isto poder ter acontecido na “vida real” — o caso foi relatado a Tolstoi por A. F. Koni, um funcionário de São Petersburgo, no Outono de 1877, e a desafortunada heroína tinha o nome de Rosalie Oni — não altera a sua qualidade improvável e melodramática.»
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Ressurreição”, de Lev Tolstói, publicado pela editora Relógio D'Àgua, em 2018 e com 448 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Relógio D'Àgua
Páginas: 448
Ano: 2018
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9789896418687
Sobre a editora
Os livros da editora Relógio D'Água apresentam uma leitura que mescla densidade intelectual e narrativa envolvente, transitando entre a poesia, a filosofia e a ficção literária com forte carga reflexiva. As obras frequentemente exploram tensões entre pensamento e ação, passado e presente, individual e coletivo, criando atmosferas que oscilam entre o íntimo e o universal. O ritmo das narrativas varia, podendo ser contemplativo e psicológico em alguns casos, ou marcado por conflitos morais e políticos em outros, sempre com uma linguagem que privilegia a precisão e a profundidade. O catálogo sugere uma atenção especial a temas como a condição humana, o poder, a memória e as contradições sociais, com textos que dialogam tanto com a tradição clássica quanto com questões contemporâneas.
