
Título: Tormenta por vir
Autor: Gabriel Silveira
Sinopse: Em Tormenta por vir, Gabriel Silveira escreve com uma língua pungente sobre habitar diferentes mundos, apontando os pactos não ditos de exclusão. Com o eu-de-ontem arrebatado pelo eu-de-amanhã, dá espaço às versões de si para um novo-eu que nasce, mas não esquece: “somos todos apátridas”. Tão passional quanto cético, Gabriel caminha pelos cenários de sua vida e faz uso dos filmes O mágico de Oz e Apocalypse now (dentre outros) como panos de fundo, evocando imagens familiares do cinema sem medo de subvertê-las. Sempre artístico, porém nunca leniente, o livro chama a nossa atenção para o chiado que fingimos não ouvir e aponta a fragilidade das bolhas e panelas do meio literário, sinalizando os títulos que escolhemos desconhecer e a hipermetropia que rodeia as nossas leituras. Com a mesma escuta cuidadosa, consegue capturar a sutileza dos ecos de um abraço e os desencontros agudos de um eu-lírico intruso. Tormenta por vir é simultaneamente incendiário e tempestuoso, escrito com versos agridoces que convidam à reflexão e fazem o leitor questionar “qual versão de mim estará certa no juízo final?”.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Tormenta por vir”, de Gabriel Silveira, publicado pela editora Urutau, em 2025 e com 76 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Urutau
Páginas: 76
Ano: 2025
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6559008681
ISBN13: 9786559008681
Sobre a editora
A experiência de leitura dos livros da editora Urutau revela um mergulho em textos densos, que transitam entre a poesia e a prosa, com forte presença de temas como a condição humana, relações afetivas complexas e a busca por sentidos em ambientes cotidianos ou simbólicos. O catálogo privilegia narrativas que exploram tensões internas, seja na intimidade da vida familiar, na investigação de mistérios urbanos ou na reflexão sobre identidades e memórias. A linguagem costuma ser elaborada, ora poética e simbólica, ora marcada por uma crueza direta, convidando o leitor a uma leitura atenta e contemplativa. Há obras que dialogam com o corpo, o desejo e a palavra, enquanto outras se apoiam em personagens femininas que desafiam estereótipos e enfrentam conflitos profundos.
