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Antes que a gente morra

Título: Antes que a gente morra

Autor: Ana Larousse

Sinopse: Como se vida e poesia fossem uma só prática, Ana Larousse nos apresenta seu livro de estreia, Antes que a gente morra — uma obra que já em seu título nos convoca a intensidade dos gestos vitais. É feita de urgência a voz de Ana — mesmo quando calma, mesmo quando sem pressa alguma, mesmo quando “esperando uma estrela cadente passar”. Porque aqui, não só as expansividades dos rompantes interessam, senão também as delicadezas que se fazem em escalas mínimas. Nem toda importância virá com contornos oficiais. A via processual, a sinceridade aberta, errância e incerteza, a invenção no grau máximo do desejo: “desdigo tudo o que disse/aproveito e desdigo também tudo que ainda vou dizer”. A poeta parece saber que morrer e viver e morrer e viver são movimentos que estão no interior de todas as coisas — até mesmo nessas que acontecem em dias sem brilho aparente. É com a criação — a escrita, a composição, a poesia — que nossa sensibilidade se abre para os começos e fins de tudo aquilo que nos atravessa e nos forma. Ela registra: “ando ansiosa pra ser o que penso ser/quando tento ser eu”. Atenta aos diferentes tempos dos acontecimentos dos mundos — internos e externos —, Ana nos oferta, via palavra, uma experiência em memória. A beleza que se debate aqui, coleções de afetos, nossas próprias lembranças misturadas aos poemas — “eu nem me lembro mais das coisas que me lembram você”. Identificação e estranhamento, tal qual as paixões, mergulho&afogamento, solidões acompanhadas: “fui tudo que amei e tudo que fiz amar”, ela escreve. “foi-se o tempo em que a gente…”, ela escreve também, como se nos chamasse a escavar nosso passado, em projeção ao futuro. E há mesmo um compromisso com o futuro aqui, me parece. Ana Larousse reúne seus ciscos de sonho e nos entrega, em generosidade, convites para que sonhemos junto dela, como se cada verso nos perguntasse: vem comigo? E essa é, talvez, a coisa mais bonita que a poesia pode fazer por nós: companhia. Francisco Mallmann

Contexto da obra

Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Antes que a gente morra”, de Ana Larousse, publicado pela editora Urutau, em 2023 e com 96 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.

Editora: Urutau

Páginas: 96

Ano: 2023

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 6559005372

ISBN13: 9786559005376

    Sobre a editora

    A experiência de leitura dos livros da editora Urutau revela um mergulho em textos densos, que transitam entre a poesia e a prosa, com forte presença de temas como a condição humana, relações afetivas complexas e a busca por sentidos em ambientes cotidianos ou simbólicos. O catálogo privilegia narrativas que exploram tensões internas, seja na intimidade da vida familiar, na investigação de mistérios urbanos ou na reflexão sobre identidades e memórias. A linguagem costuma ser elaborada, ora poética e simbólica, ora marcada por uma crueza direta, convidando o leitor a uma leitura atenta e contemplativa. Há obras que dialogam com o corpo, o desejo e a palavra, enquanto outras se apoiam em personagens femininas que desafiam estereótipos e enfrentam conflitos profundos.

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